Para mulheres em idade fértil, a variação de peso ao longo do mês é um fenômeno fisiológico esperado. Essas mudanças não refletem necessariamente ganho de gordura, mas sim flutuações hídricas e metabólicas coordenadas pelos hormônios sexuais.
Fases do Ciclo e Metabolismo
Na fase lútea (após a ovulação), os níveis de progesterona aumentam. Este hormônio pode causar relaxamento da musculatura lisa e favorecer a retenção de sódio e água, resultando em um aumento de 1 a 2 kg na balança. Simultaneamente, o gasto energético de repouso pode subir ligeiramente (cerca de 5 a 10%), o que muitas vezes é acompanhado por um aumento proporcional do apetite.
O Impacto do Estrogênio
O estrogênio, predominante na fase folicular, tem um efeito protetor sobre a sensibilidade à insulina e ajuda na regulação do apetite. A queda brusca de ambos os hormônios no período pré-menstrual reduz os níveis de serotonina, explicando a fissura por doces e chocolates relatada por muitas pacientes.
Limitações e Diagnóstico Diferencial
Embora a oscilação de peso seja normal, variações extremas (acima de 3-4 kg) ou dores incapacitantes podem indicar condições como a Síndrome do Ovário Policístico (SOP) ou Endometriose, que exigem acompanhamento ginecológico. O uso de diuréticos sem orientação para combater o inchaço menstrual é perigoso, podendo causar desequilíbrios eletrolíticos e desidratação.
Em suma, a pesagem deve ser interpretada dentro do contexto do ciclo menstrual. Recomenda-se comparar o peso sempre na mesma fase do mês para obter um parâmetro real de progresso na composição corporal.









