A transição para a menopausa traz desafios fisiológicos significativos, desde sintomas vasomotores (fogachos) até o aumento do risco de osteoporose. A Terapia Hormonal (TH) tem sido o padrão-ouro para o alívio desses sintomas, mas sua prescrição foi drasticamente reduzida após os resultados iniciais do Women's Health Initiative (WHI) no início dos anos 2000. Hoje, a reanálise desses dados e novos estudos permitem uma abordagem mais personalizada.
A Janela de Oportunidade
A teoria da 'janela de oportunidade' sugere que o início da TH perto do início da menopausa (geralmente antes dos 60 anos ou dentro de 10 anos após o início) apresenta uma relação risco-benefício mais favorável. Nessa fase, a TH pode oferecer proteção cardiovascular e óssea, além de melhorar a qualidade de vida. O uso de estrogênio transdérmico tem sido preferido por apresentar menor risco tromboembólico em comparação à via oral.
Indicações e Fármacos
O tratamento é indicado principalmente para o alívio de sintomas moderados a graves. O uso de progesterona micronizada ou acetato de medroxiprogesterona é necessário em mulheres com útero preservado para prevenir a hiperplasia endometrial. Organismos como a North American Menopause Society (NAMS) reforçam que a dose e a duração devem ser individualizadas.
Contraindicações e Efeitos Adversos
A TH é contraindicada para mulheres com histórico de câncer de mama sensível a hormônios, doenças hepáticas ativas, sangramento vaginal não diagnosticado ou histórico de eventos tromboembólicos graves. Os efeitos colaterais podem incluir sensibilidade mamária, náuseas e cefaleia. Existe um pequeno aumento no risco de câncer de mama com o uso prolongado de terapias combinadas, que deve ser discutido detalhadamente com o ginecologista.
Em conclusão, a terapia hormonal na menopausa em 2026 não é uma solução universal, mas uma ferramenta poderosa quando bem indicada. O acompanhamento médico rigoroso e a mamografia regular são indispensáveis durante todo o tratamento.







